segunda-feira, dezembro 05, 2005

Anotações na margem de um Salmo

Contra os lobos defenderei a casa
de meu Pai, as suas ovelhas
contra o raio que se esconde
entre nuvens, por detrás das árvores,
as suas crias serão um só balido,
e quando o frio ranger os ossos
não lhes faltará o lume,
defenderei os pastos e as raízes
das torrentes que partem depois
num rio profundo,
defenderei a casa de meu Pai
contra o vento,
que no céu arrasta o trovão.
Não lhe faltará nunca
o apaziguamento
e as suas paredes serão tranquilas.

2 comentários:

Ana Maria disse...

Amén. Assim seja e louvado seja o Senhor.
abraço

Maria do Céu Costa disse...

Ao estilo do J. T. Parreira, gostei de o ler. Beijinhos.