sexta-feira, novembro 11, 2005

A Matéria Solar


Ao Eugénio de Andrade

Uma pedra ainda fria do silêncio
expõe-se como um corpo
de mulher, franqueia o dorso
ao sol que o Oriente lança
com a sua longa mão
cada manhã ao começarem
as linhas das casas, a copa
das árvores, os telhados
em cujo gume um gato
sacode a sua sombra.


Bom fim de semana!

3 comentários:

Ana Maria disse...

Bom-fim-de-semana amigo e obrigada pelo poema de Eugénio de Andrade.
abraço

Maria do Céu Costa disse...

Acabei de reler este poema do Eugénio de Andrade e desejo-lhe um bom fim de semana.

J T Parreira disse...

Caras colegas das letras, só para que conste, este poema é meu, dedicado ao EA.