quinta-feira, maio 21, 2009

"Depois de Cézanne", Lucien Freud

Os sentados no chão depois de Cézanne
não foram mais
os mesmos, os grandes
nudistas do fundo de casas
Os seus olhos vão ao fundo
das imagens e voltam vazios
Não têm mais o balanço
do vento nas árvores
só o silêncio de uma sala
tão nua como a carne.

2 comentários:

hfm disse...

Outras configurações outras pré-visões outras vidas de vidas feitas. Um poema enxuto e real.

objetivopoetas disse...

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