segunda-feira, dezembro 07, 2009

"Quand il est mort le Poete"

Inesperadamente, como chegam sempre as notícias por e-mail, veio, pela mão da secretária do escritor, a nota da morte do meu Amigo querido, Mestre e Companheiro na Poesia Evangélica contemporânea, Joanyr de Oliveira. Completaria dia 6, 76 anos.

"Prezados (a),

Tenho a triste missão de comunicar-lhe que o escritor pioneiro de Brasília, Joanyr de Oliveira, faleceu na manhã do dia 05, no Hospital Santa Helena em Brasília e será sepultado, no dia 06 (data em que completaria 76 anos), no Cemitério Campo da Esperança em Brasília.O corpo será velado na capela nº 3 do referido cemitério, a partir das 14 horas, e sepultamente às 17 h.

Atenciosamente,

Rosângela Trindade"

Um Obituário que pode ser lido aqui


Haicai


Sempre a olhar os céus,
errei. Bem mais errarei
contemplando a terra.


Mãos contempladas

As mãos tecem o poema.
O roteiro ignoram
de sua tessitura.
As mãos sempre insones
em conchas misteriosas.

A humildade é a sua glória.
Podem os olhos rutilar
navegando no papel;
pode o sorriso vir
luminoso, à doçura
do cantante estribilho.

As mãos se limitam
ao silêncio e ao labor,
à mudez de um oficio.
Eis o seu ministério:
a penosa colheita.

As mãos transitam
entre as margens e a sede:
o papel as contempla.
Os conceitos e sonhos
seguirão os astros
e os caminhos da terra.
As mãos desconhecem
o sabor perenal
de suas muitas palavras.

(Lisboa / São Paulo, 13.7.98)

Uma breve antologia do Poeta Aqui


3 comentários:

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