quinta-feira, junho 22, 2006

A Nova Mulher



Cada manhã
equilibra um verso
entre os maiores poemas de amor

pequeno-almoço
dos restos do sonho
que desce até ao solo

os ritos do corpo
que custa a desligar-se
do filho no infantário

e o emprego
a uma hora
na melancolia

num minuto a chuva
faz nuvens e o sol
a vir depois

impõe a griffe
dos óculos
como um véu de vidro.

3 comentários:

hfm disse...

Gostei muito de aqui (re)voltar.

Ana Maria disse...

olá João!
são nas bonitas imagens que fazem os poemas as palavras mais belas_as tuas.

mariagomes disse...

igualmente belo.