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domingo, fevereiro 11, 2018

SYLVIA PLATH ON THE BEACH (27/10/1932 - 11/02/1963)





À beira do mar, na areia do meio-dia
Os teus lábios mantêm um sorriso inconsumível
Nem o vento arranca fios de ouro aos teus cabelos
Na pose de quem tem os olhos nas coisas singulares.
Todo o princípio da poesia
Sob a capa transparente do sol ao longo do teu corpo
Preparavas o salto felino da beleza
Que ainda hoje nos devora.

11/02/2018
© 

terça-feira, maio 10, 2016

FILHO (CHILD) - Poema de Sylvia Plath



Sylvia Plath  (Estados Unidos, 1932-1963)


O teu olho claro é uma coisa absolutamente bela.
Eu quero enche-lo com patos e cores,
Um zoo de novidades

Em cujos nomes reflectes ---
Campânulas de Abril, flores de cacto,
Pequenas

Hastes sem rugas,
Charco em que as imagens
Sejam grandes e clássicas

Não este turbulento
Retorcer  das mãos, este escuro
Tecto sem uma estrela.


© Versão de J.T.Parreira

terça-feira, maio 07, 2013

TELEFONE PARA O SILÊNCIO




Para Sylvia Plath

Telefona-me para o silêncio
do meu coração, o som
baterá no que resta ainda dos cristais
nos recantos vazios da noite

Esta noite
preciso da luz apagada
da minha estrela

Chamo-te quando vem o silêncio
desse lado do fio, do frio
deste telefone público sem respostas
na profundidade dos teus ouvidos
caem as minhas chamadas
há um grito
no limite das sombras
a perder-se no abismo. 

19/6/2012

©

sexta-feira, março 15, 2013

A GRAVE OF SYLVIA PLATH






Um rectângulo onde gerações de gerânios
e de olhos
têm chorado, um terreno de poesia
onde flores douradas, devagar

serão plantadas e as nuvens
passam no vidro gelado do céu
Um nome de pedra num rectângulo frio.

14/3/2013
©